sábado, 29 de janeiro de 2011

Página 1 - Minha visão sobre glee

O que é mais interessante em glee é o fato ser uma série muito atual. Ela serve tanto para adultos quanto para adolescentes. Serve para todos aqueles que ousam sonhar de uma certa forma. Não tem um gosto certo, ou tipo, eles colocam as canções no lugar onde elas devem estar. Fazendo valer o "por quê" da música existir, e do por quê fazemos música. Se é pop, rock, dance, clássica... Não importa! Como o próprio professor Will disse uma vez: "Não se trata de se expressar para os outros, mas sim pra si mesmo". 


Eu já estava ficando saturado de ouvir musica pop falando sobre um monte de coisas fúteis. Ou é alguém apaixonado por alguém ou é alguém chorando porque alguém o deixou, mas Glee não. Fala sobre sonhos, sobre o que pessoas normais  separadas do restante da sociedade, pela própria sociedade, segregadas, podem fazer o que sentem.Sobre as pressões que sentem e sofrem e como lidam com isso e como a música os ajuda a lidar lindamente com isso. Quando comecei a assistir Glee senti que tinha achado o meu lugar, pessoas como eu. Embora em um seriado. Era um grupo, um clube. Onde cada um poderia se expressar da maneira que se sentisse bem.

Eu me sentia assim em alguns grupos onde eu fiz parte. Quando era adolescente, fazia parte do ministério de louvor e além do ministério de louvor fazia parte de uma banda chamada "Clamor" e nessa banda eu sempre podia contribuir de alguma forma mais desafiadora para mim. Isso era uma coisa que nós buscávamos em casa ensaio. Melhorar sempre.

Lembro-me de uma vez nesse ministério, de terem me pedido para cantar uma música do "Fernandinho" e eu entrei em pânico porque naquele tempo, e naquela circunstância ou você reproduzia o mais próximo do cantor, do CD ou você criava uma versão própria, sua versão e tinha que mandar bem. 

Nesse dia eu não consegui trazer a mesma experiência que o Fernandinho levava no CD e todo mundo me olhou como se eu não estivesse dando o meu melhor. O Fernandinho tem uma voz grave, rasgada e a minha voz na época era aguda e lisa e eu não conhecia a música, imagine a situação ( Eu só tinha 16 anos ). Eu tentei, mas não deu certo. Eu saí da igreja mal por não conseguir e um momento que era para ser um tempo de prazer "na presença de Deus" se tornou um terror pessoal só pelo fato de você não conseguir imitar um determinado cantor e quem está te liderando não ter maturidade para lidar com a situação e dizer: "Calma, vamos tentar de alguma outra forma?". 

É interessante que quem venha dirigir esses grupos preocupe-se com a pessoa por trás da voz. Por trás da apresentação, por trás do manto. Existem cantores ótimos e que tem carreiras lindas, muitos deles já até morreram e nós ainda ouvimos e cantamos suas músicas, e muitos desses cantores não tinham vozes ou condições vocais muito comuns. É importante ter e ser alguém que sempre conduza com carinho, dê suporte. 

Isso era uma das coisas mais difíceis de se acontecer e creio que de certa forma ainda seja. Pessoas dão trabalho, mas pessoas valem a pena. 

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