Depois
de muito tempo longe daqui, resolvi voltar e trabalhar nesse projeto como forma
de aperfeiçoamento pessoal. Trabalhar em algo com regularidade. Nesse meio
tempo muitas e muitas coisas aconteceram e uma dessas coisas é o que me leva a
escrever esse post. Por que você canta?
No
mês passado eu participei de um concurso de playbacks e perdi. Não cheguei nem
aos 9 convocados. Não vou me justificar aqui porque, agora, sinto que não era a
minha hora e que apesar do desapontamento pessoal Deus me consola de alguma forma
que eu não compreendo e não mereço.
Nesse
meio tempo uma amiga minha foi chamada para participar de uma companhia de
evangelização através da arte chamada Jeová Nissi. Ela, referência de fé pra
mim, de sabedoria, e de levita, musicista excelente foi para o interior de São
Paulo para trabalhar com a companhia. Uma das frases que marcou a despedida na
casa dela foi a que eu disse pra ela: ”Toda vez que eu venho aqui, Deus me
destrói.”
E depois abre caminho para que as coisas dele possam chegar e
edificar.
Nesse
turbilhão de coisas eu pensei bastante na pergunta que tem como título deste
post. “Por que é você canta?”.
Antes
eu, William, cantava porque eu achava bonito, porque eu sentia que
compartilhava algo com o mundo. Gostava de ver a reação das pessoas. Era algo
pra mim que me dava valor. Eu me sentia valorizado quando alguém tecia qualquer
tipo de elogio a respeito da minha voz e do meu jeito de cantar.
Mas, isso era uma mentira. A boca que tece um elogio de ouro sobre sua atitude é a
mesma que vomita palavras ruins a seu respeito. E nenhum levita deve se
esconder atrás do seu talento e sim se esconder embaixo das asas de Deus. Assim
como todo cantor não deve se apoiar no seu aparelho vocal ou técnicas para
conquistar o público. Ele deve confiar na mensagem que ele passa. Ai da Ivete
Sangalo se subisse no palco com o propósito de cantar benzão, fazer um milhão
de escalas. Ela poderia não estar em um dia bom e descer do palco frustrada por
não alcançar aquilo que queria. Mas, quando a mensagem é o foco, o formato é
detalhe!
Conhecendo
a Aureah, minha amiga que foi fazer missões com a Jeová Nissi. Trocando ideias com ela eu vi que
tudo, absolutamente tudo o que eu pensava que era certo e que deveria render
elogios na minha "carreira musical", eram coisas pífias, vãs que só mexiam com o meu ego e a minha
insegurança.
Uma
vez, assistindo uma das temporadas do “American Idol” eu vi um comentário de um
dos jurados para um dos candidatos. Era algo como: “Você tem uma voz tão bonita. Por que você
esconde ela atrás de tantas notas e escalas?”. Eu me vi naquele garoto na época
e ao conversar com Aureah eu me lembrei desse episódio. Inseguro.
Certa
vez conversando com ela, na sala às duas e pouca da manhã ela me disse algo
enquanto eu falava de técnicas, exercícios, escalas :” Will, isso tudo não tem
valia se Deus não for o motivo. Se ele não for a essência.” Eu não conseguia
entender isso. Porque eu tinha e, de certa forma, ainda tenho problemas com o meu relacionamento com Deus pela
maneira a qual eu fui criado e pela maneira que ele me foi apresentado.
Mas,
no meu caso, que “ministro” louvor na igreja, mesmo sendo vez ou outra.
Relacionamento com Deus é crucial. Sem esse relacionamento o teu e o meu louvor não
existe, ele não flui. No final das contas você acaba ficando como eu. Cheio de
notas, drives, técnicas e vazio de mensagem, de conceito, de vida! Você pode
cantar em bares, festas, concursos ou onde quer que exista um microfone.
Independente do lugar se você não acreditar no que canta, no que prega, na
mensagem a ser passada, seja ela de amor, de festa etc. Isso não vai ter valia
nem pros outros e nem pra você.
Pare
e pense: Por que você canta ?


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