sábado, 26 de dezembro de 2015

O grupo de estudo de canto acabou

É... não deu nem pra tirar uma boa casquinha. O grupo mal começou e... acabou. 

Depois daquele primeiro sábado eu me interessei bastante e esperei pelo próximo, mas eu não sei por quê razão as pessoas se tornaram completamente alheias. 

Quando eu perguntava sobre o próximo sábado, todo mundo lia, mas poucas pessoas respondiam. O próprio idealizador do grupo fazia isto e isso me deixava maluco, porque ele me pedira pra organizar os encontros. Nas outras semanas que seguiram tentei marcar o encontro na minha casa, e em outros lugares, mas ele sempre dava uma desculpa, colocava algum tipo de barreira ou impedimento. Então eu simplesmente desisti. 

Entrei no grupo, falei umas verdades e ainda depois me chamaram no privado dizendo que conseguiam ver claramente a "ação do inimigo sobre a minha vida". 

As pessoas tem estado estranhas ultimamente. 

Alheias a quase tudo, não se comprometendo emocionalmente e fisicamente com nada. Não querendo doar tempo e empregar esforço e ainda criar laços virtuais rasos e superficiais. 

Vou continuar estudando por minha conta própria. Sozinho. Deus e eu. Como sempre foi. 

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Grupo de estudo de canto

Eu tenho um amigo, fazem anos, que é músico. Ele é excelente no que faz, é pesquisador e extremamente crítico. Eu sempre quis saber o que eu tenho para poder usar isso bem. Esse meu amigo abriu a oportunidade para podermos estudar com ele, meio que um grupo de estudos vocais.

Todo mundo sempre fala da minha voz aguda. Falam bem, falam mal eu já ouvi de um amigo certa vez em um curso.

"Eu: Pow você conhece a fulana? Mateus: Conheço sim. Então ela te conhece? Eu: Sério ela falou de mim pra você? Mateus: É falou sim, eu perguntei a ela se ela conhecia algum William Soares da metodista e ela disse: Ah sei qual é, aquele que canta com voz de mulherzinha!"

Isso foi especialmente irritante. Quase te matei Mateus (o meu amigo que me disse isso). Também é irritante quando alguém que eu não conheço me liga e ao final da ligação me lançam um "Obrigado senhora". Dá vontade de quebrar o telefone ou estourar os tímpanos da outra pessoa!

No coral que eu faço parte também, eu tento sempre alcançar as notas, meu Deus as notas são muito altas, é evidente que às vezes eu dublo, quem nunca fez isso na vida né? Até porque, oito tenores em um microfone? Sério? Eu dublo mesmo, aí quando eu vejo que o regente tá pedindo pressão e quem geralmente "dá a pressão" já tá cansando aí eu começo a gritar!  Como a maioria das igrejas não tem retorno e não dá pra se ouvir, às vezes eu grito fora do tom rs.  

Mas o que me fez procurar "melhorar" foi por iniciativa pessoal mesmo. Minha voz é aguda? Ok vou ter que conviver com isso. Mas se ela é tão aguda assim porque eu não consigo cumprir o que eu me proponho?

Eu não consigo cantar "Getsemani" do Leonardo Gonçalves. Tem noção?





Tudo bem que essa música não é fácil, mas todo mundo, se esforçando consegue atingir aquela nota. Eu não. Por que Deus? :'( 

Um cantor popular amigo meu diz que o problema é que eu não acredito que eu vou chegar na nota. Então eu quero acreditar! 

O grupo de estudos

O grupo se reúne todo sábado o horário a gente ainda tá definindo. O bom é que não é uma aula de canto. É meio que um grupo de discussão. Onde a gente é tão ativo quanto o "mestre".

Uma das coisas que eu quero trabalhar além da minha extensão são coisas que me permitam poder transitar no "circuito". Eu já cancelei mini agendas minhas mesmo porque não tinha segurança de "ministrar" em algum lugar porque eu sabia que esse lugar fazia parte do circuito. 

Eu me dou muito bem em apresentações em igrejas tradicionais, com musicalidade temperada, ampla cama harmônica. Mas no circuito a maioria das igrejas tem musicalidade caótica, estridente. Onde se você não grita, primeiramente você não se ouve e em segundo lugar você não "se entrega" e consequentemente não tem unção também. 

Eu já resolvi essas questões na minha cabeça e no meu coração. A minha questão é como eu posso apresentar alguma coisa que toque as pessoas que estão acostumadas com um formato estridente, beltônico, agressivo se a mensagem que eu carrego, eu a levo em uma cesta de presentes e não em uma espada.

Eu quero trabalhar isso, eu sei que Deus quer me usar. Eu sei que ele vai me usar, na hora que ele achar que deve. Ele é Deus ele faz tudo o que quer na hora que quer. Mas nesse caso sou eu querendo me preparar para quando ele quiser me usar, minhas limitações não sejam um empecilho.

Nós começamos o estudo, só eu estava lá, então comecei a arrancar informações do Everton. Depois o pessoal foi chegando e as coisas foram andando. 

O cronograma da conversa foi:

01 - Saúde vocal
02 - Respiração
03 - Ressonância
04 - Registro misto
05 - Speech level sing
06 - Solfejos
07 - Coloratura

Em primeiro lugar ele me mediu, pra saber até onde eu alcançava do agudo ao grave. ( A2 - A4 ) no violão. Ele disse que eu seria usado para cantar peças de barítono com essa região, mas disse que provavelmente eu sou um "tenor destreinado". Eu realmente senti que conseguia ir além, mas como, para mim, mais agudo = mais grito, eu resolvi parar ante que fosse expulso do quarto. Mas dependendo do mindset eu conseguiria mais algumas notas. 



Como a minha voz "brilha" no meio de todas essas notas eu seira considerado um "tenor modal". Além do modal, também existem os registros basal e elevado. É teoricamente onde você consegue cantar com a melhor qualidade sem fazer esforço. 

Ele mediu os outros dois integrantes e comentou os tipos de vozes deles. A hora chegou ao fim e tivemos que acabar o encontro. 

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Por que tão agudo?

Uma das coisas que eu tenho notado ultimamente é que na maioria das músicas que tem aparecido no cenário gospel do Brasil ultimamente é que os cantores masculinos, tirando os que a Mk lança no mercado, tem cantado em regiões bem agudas.


Eli Soares, Ronaldo Santos, Os Arrais e eu não posso esquecer do Leonardo Gonçalves. A minha voz tem um timbre bem agudo e um amigo me disse uma vez que eu tinha voz de cabeça naturalmente, mas eu sinceramente não tenho conseguido atingir essas notas e o pior é que parece que altura é qualidade. Se você não alcança você não tem "unção". 

Uma das coisas que eu vejo também é que todo mundo ultimamente quer ser rápido nos melismas. Tal como a Mariah em Lead The Way ou Tory Kelly em Nobody Love. Na música pop isso passa despercebido porque as pessoas absorvem isso como sentimento mas na música evangélica fica muita informação. 

Voltando ao assunto do "Por que tão agudo"? Eu sinceramente não sei por que ? No coral que eu faço parte os tenores cantam em região de contralto, o formato de lá já é esse, Deus eu nem sei como eu vou conseguir "comparecer" nas agendas. É realmente muito alto. E o pior que a minha voz falada é aguda e todo mundo acha que eu vou alcançar um E5 rindo e com um pé nas costas. "Olha só pra sua voz, quase um travesti", "O seu problema de não alcançar é que você não acredita". Isso às vezes é bastante chato. Imagina, você chega pra ensaiar, tomou vento na cara quando vinha pro ensaio, a poeira que é especialmente presente, e o povo quer que você já chegue jogando notas altas iguais a de "Getsemani" do Leo. ¬¬. 

Hoje eu fui ao casamento do meu primo e no final do casamento haviam alguns músicos ali e começaram a cantar e tocar violão, um dos que estavam cantando era o meu amigo Diego. Ele me chamou e eu fui lá ver qual era, começaram a cantar eu só fico ouvindo. Ele cantou várias músicas e uma delas era "Ressuscita-me" da Aline Barros. Tinha um outro rapaz com ele que enquanto ele fazia o solo o rapaz tentava encaixas alguns melismas para "comparecer" e eu ali perdido e até com medo de cantar porque, Deus, aquilo era realmente muito alto. Ele foi cantando e usando as técnicas dele e tal até que no ponto da música ele... parou de cantar e começou a falar a música. Ele não ia conseguir, naquele momento cantar tão alto, todos nós tinhamos acabado de comer, tomado refrigerante e a noite estava bastante fria. ... Uma confusão... 

O verbo cantar vem de encantar. A mensagem que ele tinha já era boa o suficiente, as pessoas estavam olhando, chamou atenção delas já. Podia ter mudado de tom na cara de pal, mas lançar a nota alta já se tornou prova de virilidade. Todas essas notas altas, acho que estão prejudicando a minha voz já. 

Eu antes conseguia cantar as músicas do Tonéx tranquilamente hoje em dia eu não consigo nem cantar as músicas do William Nascimento, ou do Leonardo Gonçalves. Se você olha pra música gopel Norte Americana, os cantores usam bem o que tem, nem sempre é tão alto assim, mas eles sabem passar as mensagens. 

Quanto mais "Gospel", tradicional e "antiga" é a igreja, as regiões são bem mais graves, cheias de pluralidade e os melismas são muito mais lentos. Eu não sei aonde eu me encaixo nisso. Tenho recusado convites porque eu realmente não me acho nessa confusão toda e não consigo cantar com tanta "unção" assim.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Cantorias de férias


A semana que se passou foi bem legal. Na segunda fui com uma amiga minha a uma igreja, bem pequenininha aqui do meu bairro, mas fiquei surpreso com a qualidade do pessoal no instrumental lá.

Um baixista, batera e um tecladista mas os caras mandam ver. Lá também cantam algumas cantoras que tem timbres bem interessantes e graves, muito graves rs.

Chegamos na igreja e convidaram minha amiga pra cantar e ela me levou pra cantar com ela. 

Minha voz é aguda, mas por não conhecer nem dominar registros agudos começo a maioria das músicas no grave é onde eu tenho mais controle. 

Todo mundo fica olhando quando eu canto muito grave, talvez por susto ou deboche, não sei, mas na maioria das vezes é engraçado. 

Cantamos Deus do impossível - Ministério apascentar de Nova Iguaçu". Quando chegou a parte da minha amiga ela, como diriam os meus amigos aqui, ela quebrou tudo!


Ela tem uma extensão vocal privilegiada e a impostação dela é bem marcada no grave e quando chega nos agudos ela simplesmente vai e vai. Lembra-me as vezes Mariah e Withney cantando. Ela "belta" muito. Dá notas muito altas e e segura elas por um período de tempo.

Certa vez ela me disse que nem ela acredita que é ela quem canta. Disse que, quando começa a cantar é como se um anjo viesse e cantasse no lugar dela ou usasse a boca dela.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Concursos de música, festivais de playbacks, American Idol, The Voice etc.




Foi assistindo o último episódio do american idol de 2013 que eu tive o insight pra começar a escrever esse post. Eu escrevo porque gosto de documentar as minhas experiências a respeito do fato de enCANTAR as pessoas. Fato é que competimos desde pequenos. Embora a cultura brasileira atual não apoie esse tipo de prática. Ela, a competição, aos poucos vem entrando no nosso meio. As competições no Brasil antigamente tinham nomes de “Festivais” e foram através delas que surgiram grandes nomes da música brasileira que eu e você conhecemos.

Mas o que eu quero realmente tratar aqui nesse post é... Por que essas competições crescem tanto? Por que gostamos de ver as pessoas cantarem, mesmo quando muito de nós geralmente não entendem nada a respeito de música.  Atividades como batalha, que são apresentadas no programa “The Voice” por exemplo é o que me fazem pensar para onde estamos caminhando?




O intuito de uma batalha seria anular o outro ou derrota-lo não é? E quais são as armas dessa batalha? Vence quem grita mais ? Quem domina mais as escalas ? Todo mundo canta e ninguém enCANTA ?

Hoje em dia cantar é muito muito fácil. Basta escolher 3 referencias, cantores etc. Ouvi-los. Pegar algumas peculiaridades que podem ser desde as maneiras em que os mesmos pronunciam as palavras. Ou alguma escala ou técnica muito usada. Entrar no youtube e se deliciar com os vários e vários canais que ensinam técnicas, vocais, montar um repertório popular e partir pro abraço. 




Concursos são bons porque servem como celeiros de talentos. Peneiram e dão chance aos melhores. Lembrando que Joss Stone, Jessie J e outros passaram por essa etapa. 

Mas, depois desses textos todos acima, o que eu quero passar pra você é, como um concurso pode te ajudar a crescer? Ser um enCANTADOR e não só um cantorzinho que todo mundo curte a voz cantando uma música do Thalles ou da Fernanda Brum em um restaurantezinho de música ao vivo ou cantando uma dessas músicas clichê em Karaokê.

Eu estou falando de, como você pode realmente fazer a diferença no seu tempo, usando a sua voz e o seu talento. E como usar esse meio. O concurso, para alavancar esse objetivo.

A maioria das pessoas canta porque gosta e ponto. Porque sente algo bom. Passado o momento o estado de espírito em que o cantor estava se vai e ele volta a ser só mais uma pessoa comum. 

Esquecemos dos menestréis do passado que cantavam as histórias. Dos que anunciavam as mensagens através da música. Por Deus homem, escravos se comunicavam cantando para se orientar a respeito de fugir para os quilombos. Você tem poder através da sua voz e se não usar, outro vai e por que deixar passar esse privilégio que Deus te deu?

A maioria das músicas hoje em dia giram em torno de relacionamentos, diversão, etc. Poucas são as canções que realmente tem algum significado real pra vida das pessoas. 

Você deve cantar o que você vive. Seja de maneira secular ou evangélica. Não é pegar o feeling da canção e trazer pro seu mundo. É pegar o seu mundo, a sua vida pra transmitir uma mensagem de uma canção.