quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Grupo de estudo de canto

Eu tenho um amigo, fazem anos, que é músico. Ele é excelente no que faz, é pesquisador e extremamente crítico. Eu sempre quis saber o que eu tenho para poder usar isso bem. Esse meu amigo abriu a oportunidade para podermos estudar com ele, meio que um grupo de estudos vocais.

Todo mundo sempre fala da minha voz aguda. Falam bem, falam mal eu já ouvi de um amigo certa vez em um curso.

"Eu: Pow você conhece a fulana? Mateus: Conheço sim. Então ela te conhece? Eu: Sério ela falou de mim pra você? Mateus: É falou sim, eu perguntei a ela se ela conhecia algum William Soares da metodista e ela disse: Ah sei qual é, aquele que canta com voz de mulherzinha!"

Isso foi especialmente irritante. Quase te matei Mateus (o meu amigo que me disse isso). Também é irritante quando alguém que eu não conheço me liga e ao final da ligação me lançam um "Obrigado senhora". Dá vontade de quebrar o telefone ou estourar os tímpanos da outra pessoa!

No coral que eu faço parte também, eu tento sempre alcançar as notas, meu Deus as notas são muito altas, é evidente que às vezes eu dublo, quem nunca fez isso na vida né? Até porque, oito tenores em um microfone? Sério? Eu dublo mesmo, aí quando eu vejo que o regente tá pedindo pressão e quem geralmente "dá a pressão" já tá cansando aí eu começo a gritar!  Como a maioria das igrejas não tem retorno e não dá pra se ouvir, às vezes eu grito fora do tom rs.  

Mas o que me fez procurar "melhorar" foi por iniciativa pessoal mesmo. Minha voz é aguda? Ok vou ter que conviver com isso. Mas se ela é tão aguda assim porque eu não consigo cumprir o que eu me proponho?

Eu não consigo cantar "Getsemani" do Leonardo Gonçalves. Tem noção?





Tudo bem que essa música não é fácil, mas todo mundo, se esforçando consegue atingir aquela nota. Eu não. Por que Deus? :'( 

Um cantor popular amigo meu diz que o problema é que eu não acredito que eu vou chegar na nota. Então eu quero acreditar! 

O grupo de estudos

O grupo se reúne todo sábado o horário a gente ainda tá definindo. O bom é que não é uma aula de canto. É meio que um grupo de discussão. Onde a gente é tão ativo quanto o "mestre".

Uma das coisas que eu quero trabalhar além da minha extensão são coisas que me permitam poder transitar no "circuito". Eu já cancelei mini agendas minhas mesmo porque não tinha segurança de "ministrar" em algum lugar porque eu sabia que esse lugar fazia parte do circuito. 

Eu me dou muito bem em apresentações em igrejas tradicionais, com musicalidade temperada, ampla cama harmônica. Mas no circuito a maioria das igrejas tem musicalidade caótica, estridente. Onde se você não grita, primeiramente você não se ouve e em segundo lugar você não "se entrega" e consequentemente não tem unção também. 

Eu já resolvi essas questões na minha cabeça e no meu coração. A minha questão é como eu posso apresentar alguma coisa que toque as pessoas que estão acostumadas com um formato estridente, beltônico, agressivo se a mensagem que eu carrego, eu a levo em uma cesta de presentes e não em uma espada.

Eu quero trabalhar isso, eu sei que Deus quer me usar. Eu sei que ele vai me usar, na hora que ele achar que deve. Ele é Deus ele faz tudo o que quer na hora que quer. Mas nesse caso sou eu querendo me preparar para quando ele quiser me usar, minhas limitações não sejam um empecilho.

Nós começamos o estudo, só eu estava lá, então comecei a arrancar informações do Everton. Depois o pessoal foi chegando e as coisas foram andando. 

O cronograma da conversa foi:

01 - Saúde vocal
02 - Respiração
03 - Ressonância
04 - Registro misto
05 - Speech level sing
06 - Solfejos
07 - Coloratura

Em primeiro lugar ele me mediu, pra saber até onde eu alcançava do agudo ao grave. ( A2 - A4 ) no violão. Ele disse que eu seria usado para cantar peças de barítono com essa região, mas disse que provavelmente eu sou um "tenor destreinado". Eu realmente senti que conseguia ir além, mas como, para mim, mais agudo = mais grito, eu resolvi parar ante que fosse expulso do quarto. Mas dependendo do mindset eu conseguiria mais algumas notas. 



Como a minha voz "brilha" no meio de todas essas notas eu seira considerado um "tenor modal". Além do modal, também existem os registros basal e elevado. É teoricamente onde você consegue cantar com a melhor qualidade sem fazer esforço. 

Ele mediu os outros dois integrantes e comentou os tipos de vozes deles. A hora chegou ao fim e tivemos que acabar o encontro. 

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