Eu fiz parte do Coral Geração Eleita, nós gravamos um cd juntos, mas o projeto acabou e só ficou a saudade e o aprendizado. Do mesmo jeito o grupo de estudos terminou.
Eu deveria ser discreto com isso, mas para ser sincero eu estou cansado. Bons amigos sempre me orientam a me resguardar na maioria das minhas expressões nesse meio gospel que é cheio de sub-celebridades de vários níveis, mas eu sinto que esse tipo de atitude não me faz bem.
Meus amigos, meus grandes amigos vieram por causa da música. Em particular a música gospel. Mas a minha experiência nesse meio só me fez ver que na maioria da vezes é como andar no meio de cobras. Pisar quase sempre em ovos pra não machucar ou magoar egos de sub-celebridades gospel que estão acostumadas a ter o máximo das pessoas e do talentos delas sem ter o mínimo de esforço.
Eu sinto que as minhas relações nessa esfera da minha vida estão entrando em colapso.
Eu lembro que quando eu comecei nessa caminhada eu tinha um propósito eu tinha um desejo, uma vontade. Queria ser o melhor, que pudesse e entregar esse melhor para obra, mas hoje em dia parece que todo mundo que se destaca de alguma forma na obra automaticamente já ganha uma capa de santidade que faz com que ela olhe sempre os outros de cima para baixo e isso me irrita profundamente.
Me irrita porque quando eu aprendi a servir todos serviam todos e a obra, mas hoje em dia nego não quer nem guardar o microfone que usou ministrando durante cinco, dez minutos em um uma música que mais parece um mantra de tantas vezes que se repete.
Antes a música era uma das principais atividades de uma congregação, porque os hinos uniam as pessoas, equalizavam os espíritos em um só sentimento. Hoje em dia parece que em um momento desses cada um busca um prazer específico nesse momento. É uma coisa muito louca que eu não entendo.
Depois que o coral acabou eu decidi ficar na minha, entregar pra Deus e ver o que ele quer fazer comigo. Se ele quiser me usar de alguma forma, eis me aqui, caso não eu vou continuar o amando e procurando sempre andar perto dele.
O que eu vergonhosamente aprendi conhecendo e fazendo parte, mesmo longe, desse meio gospel desde que tudo começou é que.
A farinha é pouca, minha agenda primeiro.
O que importa sou eu e o meu ministério.
Não dividir microfone com ninguém.
Antes que me ataquem, ataco eu.
Diminuir os levitas e cantores. Fazendo isso parece que eu sei mais do que eles. Sei a ponto de ver os erros e defeitos deles.
SEMPRE, SEMPRE procure vantagem em toda e qualquer situação. Quem não sai na vantagem é otário.
E mais um monte de outras coisas que não tem a ver diretamente com a música e que eu estou trabalhando para desaprender.
É um sentimento complicado de entender e de principalmente administrar. E pensar que eu entrei nessa só porque queria cantar com os meus tios no ministério de louvor.
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