Já faz algum tempo que eu não escrevo nada aqui. Na hora "H" na verdade esse espaço tem sido usado para eu recordar sobre as minhas frustrações na área da música.
Eu nunca achei que tivesse talento para música, embora tenha um timbre de voz que possa ser usado e lapidado nunca me senti plenamente bem diante de uma plateia para cantar porque eu nunca vi isso como algo que me desse prazer a música sempre foi algo muito pessoal para mim o meu prazer estava em me expressar para mim mesmo.
Talvez coisas que eu estivesse guardadas dentro mas que não conseguisse trazer para fora, nisto a música sempre me ajudou.
Já tentei várias vezes sair nesta área por causa das minhas constantes frustrações, mas não adianta ela sempre volta e me arrebata e me arrebenta de uma forma q não me permite dizer não
Por isso resolvi aceitar o seu chamado mas não da maneira a qual eu vejo grandes amigos atenderei, mas sim da minha forma, devagar e sempre.
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
Fim dos projetos e agora ?
Eu já deveria ter me acostumado com esse tipo de coisas, afinal não é a primeira vez que eu participo de um grupo e ele termina.
Eu fiz parte do Coral Geração Eleita, nós gravamos um cd juntos, mas o projeto acabou e só ficou a saudade e o aprendizado. Do mesmo jeito o grupo de estudos terminou.
Eu deveria ser discreto com isso, mas para ser sincero eu estou cansado. Bons amigos sempre me orientam a me resguardar na maioria das minhas expressões nesse meio gospel que é cheio de sub-celebridades de vários níveis, mas eu sinto que esse tipo de atitude não me faz bem.
Meus amigos, meus grandes amigos vieram por causa da música. Em particular a música gospel. Mas a minha experiência nesse meio só me fez ver que na maioria da vezes é como andar no meio de cobras. Pisar quase sempre em ovos pra não machucar ou magoar egos de sub-celebridades gospel que estão acostumadas a ter o máximo das pessoas e do talentos delas sem ter o mínimo de esforço.
Eu sinto que as minhas relações nessa esfera da minha vida estão entrando em colapso.
Eu lembro que quando eu comecei nessa caminhada eu tinha um propósito eu tinha um desejo, uma vontade. Queria ser o melhor, que pudesse e entregar esse melhor para obra, mas hoje em dia parece que todo mundo que se destaca de alguma forma na obra automaticamente já ganha uma capa de santidade que faz com que ela olhe sempre os outros de cima para baixo e isso me irrita profundamente.
Me irrita porque quando eu aprendi a servir todos serviam todos e a obra, mas hoje em dia nego não quer nem guardar o microfone que usou ministrando durante cinco, dez minutos em um uma música que mais parece um mantra de tantas vezes que se repete.
Antes a música era uma das principais atividades de uma congregação, porque os hinos uniam as pessoas, equalizavam os espíritos em um só sentimento. Hoje em dia parece que em um momento desses cada um busca um prazer específico nesse momento. É uma coisa muito louca que eu não entendo.
Depois que o coral acabou eu decidi ficar na minha, entregar pra Deus e ver o que ele quer fazer comigo. Se ele quiser me usar de alguma forma, eis me aqui, caso não eu vou continuar o amando e procurando sempre andar perto dele.
O que eu vergonhosamente aprendi conhecendo e fazendo parte, mesmo longe, desse meio gospel desde que tudo começou é que.
A farinha é pouca, minha agenda primeiro.
O que importa sou eu e o meu ministério.
Não dividir microfone com ninguém.
Antes que me ataquem, ataco eu.
Diminuir os levitas e cantores. Fazendo isso parece que eu sei mais do que eles. Sei a ponto de ver os erros e defeitos deles.
SEMPRE, SEMPRE procure vantagem em toda e qualquer situação. Quem não sai na vantagem é otário.
E mais um monte de outras coisas que não tem a ver diretamente com a música e que eu estou trabalhando para desaprender.
É um sentimento complicado de entender e de principalmente administrar. E pensar que eu entrei nessa só porque queria cantar com os meus tios no ministério de louvor.
quinta-feira, 28 de julho de 2016
Festa Tape, Coral Kemuel, Coral Resgate e Coral Geração Eleita
O CGE ( coral geração eleita ) foi chamado para abrir a festa tape cantando algumas músicas. Esse dia foi muito legal. As atrações da festa eram o Coral Kemuel e o Coral Resgate mais os Djs.
Logo na Van nós batemos um papo legal. Falando sobre as diferenças que existiam nos corais, do mesmo circuito e de outros circuitos também.
Logo na Van nós batemos um papo legal. Falando sobre as diferenças que existiam nos corais, do mesmo circuito e de outros circuitos também.
A maioria dos corais sempre ficavam em uma linha confortável, mas o cge era o único que ousado e abusado a ponto de ir além. A grande maioria acabava adotando uma vibe meio ministério de louvor. Até porque isso, de acordo, com as pessoas que trabalham com o ramo é mais comercial do que coral de raiz.
Coral dá trabalho. Pessoas dão trabalho.
Fomos de van. Pagamos a van para nos levar até o evento. O Evento foi em Nilópolis. Uma casa de show bem grande, com umas estrutura muito boa. O nome da casa era NiloShow.
Nesse dia, eu já estava chateado com algumas coisas que estavam rolando nos bastidores, coisas chatas, falta de transparência da direção e o modo com que nós éramos tratados às vezes. Às vezes era tratado como uma espécie de "funcionário" tomava bronca, etc...
Nesse mesmo dia, quando a van nos deixou, nós coralistas, descemos da van e o baterista desceu e não desceu com as peças da bateria, resultado, a van foi embora com as peças do baterista, o líder ficou bravo com a gente sem motivo, deu bronca na gente ( e não no baterista ¬¬ ). O que criou um desconforto e irritação.
Lá dentro nós ficamos em um camarim, fomos muito bem tratados, enquanto esperávamos a hora de cantar. Até entrevista rolou. Todo mundo tirando foto, esse momento foi legal.
Eu, como sempre, o maior de todos (1.94) sempre fico lá atrás. A equipe que nos entrevistou e a equipe que nos recebeu fizeram muito bem o seu trabalho. Parabéns a todos que se envolveram no projeto.
Quando a gente tem agendas e costuma ir quase toda semana a um lugar diferente, seja igreja, evento de rua, evento fechado umas das coisas que mais me marcam é o tratamento que eu recebo das pessoas que estão envolvidas. É uma questão que realmente surpreende.
Quando subimos no palco, erros de logística bobos da liderança.
Tinham microfones para quase todo mundo, mas algumas cabeças de naipes ficaram "na onça". O certo seria, colocar as cabeças de naipe ( pessoas que seguram o naipe, tem mais segurança nas músicas e que não vacilam ) em microfones solos. E o restante do pessoal que não tem tanta segurança dividindo o microfone.
Um erro bobo também foi que, o líder do coral é casado com uma contralto e já que ela estava lá, ela deveria ter um ponto mais de destaque e acabou ficando no canto e fora da iluminação.
Nós cantamos poucas músicas, mas deu pra ver a reação da galera no platéia. O que mais me marcou foi o jeito e a entrega da Amanda Almeida ( contralto do coral ) e do meu camarada Johnny Lopes, que mesmo não sendo cabeça de naipe, tirou o microfone do pedestal e se entregou. Ele tirou o mic do pedestal e começou a ministrar, aí eu tirei também e comecei a ministrar também, foi mó maneiro! Pelo menos o líder não chegou na gente pedindo mais expressão hehehehehe.
Depois que nós cantamos voltamos pro camarim, mas tivemos que liberar ele pro Coral Kemuel que tinha acabado de chegar.
Quando saímos, eles estavam parados na porta, o Líder do coral de cabeça baixa, como se estivesse chateador com alguma coisa, uma das contraltos mascando chiclete como uma adolescente alheia.
Passou um tempo e eles subiram pra se apresentar. Realmente é um show. É quase que um pentatonix a apresentação deles. Poucas pessoas que fazem uma sonzeira!
Como sempre eles fizeram aquela brincadeira de "Eu faço o melisma e você tenta repetir". Cantaram mais algumas músicas. Eu fiquei bobo como o Paulo Zuquini tem um timbre maduro e black. Eu achava que ele e o Erick Tolentino tinham timbres mais teen, o Zuquini realmente deu um show naquele dia.
O chato da história foi o fato de que uma integrante do coral, Isabela Barbosa, que é do Rio de janeiro e que ganhou um concurso que eles mesmos fizeram, não solou a música que ela canta. Mesmo com o povo todo gritando "Belinha! Belinha! Belinha" O líder do coral pediu que outra menina cantasse.
O coral resgate subiu no palco quase na hora de irmos embora. Eu mesmo assisti algumas músicas do lado de fora da casa. Foi realmente uma experiência espiritual poder compartilhar aqueles momentos com eles!
Coral dá trabalho. Pessoas dão trabalho.
Fomos de van. Pagamos a van para nos levar até o evento. O Evento foi em Nilópolis. Uma casa de show bem grande, com umas estrutura muito boa. O nome da casa era NiloShow.
Nesse dia, eu já estava chateado com algumas coisas que estavam rolando nos bastidores, coisas chatas, falta de transparência da direção e o modo com que nós éramos tratados às vezes. Às vezes era tratado como uma espécie de "funcionário" tomava bronca, etc...
Nesse mesmo dia, quando a van nos deixou, nós coralistas, descemos da van e o baterista desceu e não desceu com as peças da bateria, resultado, a van foi embora com as peças do baterista, o líder ficou bravo com a gente sem motivo, deu bronca na gente ( e não no baterista ¬¬ ). O que criou um desconforto e irritação.
Lá dentro nós ficamos em um camarim, fomos muito bem tratados, enquanto esperávamos a hora de cantar. Até entrevista rolou. Todo mundo tirando foto, esse momento foi legal.
Eu, como sempre, o maior de todos (1.94) sempre fico lá atrás. A equipe que nos entrevistou e a equipe que nos recebeu fizeram muito bem o seu trabalho. Parabéns a todos que se envolveram no projeto.
Quando a gente tem agendas e costuma ir quase toda semana a um lugar diferente, seja igreja, evento de rua, evento fechado umas das coisas que mais me marcam é o tratamento que eu recebo das pessoas que estão envolvidas. É uma questão que realmente surpreende.
Quando subimos no palco, erros de logística bobos da liderança.
Tinham microfones para quase todo mundo, mas algumas cabeças de naipes ficaram "na onça". O certo seria, colocar as cabeças de naipe ( pessoas que seguram o naipe, tem mais segurança nas músicas e que não vacilam ) em microfones solos. E o restante do pessoal que não tem tanta segurança dividindo o microfone.
Um erro bobo também foi que, o líder do coral é casado com uma contralto e já que ela estava lá, ela deveria ter um ponto mais de destaque e acabou ficando no canto e fora da iluminação.
Nós cantamos poucas músicas, mas deu pra ver a reação da galera no platéia. O que mais me marcou foi o jeito e a entrega da Amanda Almeida ( contralto do coral ) e do meu camarada Johnny Lopes, que mesmo não sendo cabeça de naipe, tirou o microfone do pedestal e se entregou. Ele tirou o mic do pedestal e começou a ministrar, aí eu tirei também e comecei a ministrar também, foi mó maneiro! Pelo menos o líder não chegou na gente pedindo mais expressão hehehehehe.
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| Foto Pública Retirada da página do coral no Facebook - www.facebook.com/CoralGE |
Depois que nós cantamos voltamos pro camarim, mas tivemos que liberar ele pro Coral Kemuel que tinha acabado de chegar.
Quando saímos, eles estavam parados na porta, o Líder do coral de cabeça baixa, como se estivesse chateador com alguma coisa, uma das contraltos mascando chiclete como uma adolescente alheia.
Passou um tempo e eles subiram pra se apresentar. Realmente é um show. É quase que um pentatonix a apresentação deles. Poucas pessoas que fazem uma sonzeira!
Como sempre eles fizeram aquela brincadeira de "Eu faço o melisma e você tenta repetir". Cantaram mais algumas músicas. Eu fiquei bobo como o Paulo Zuquini tem um timbre maduro e black. Eu achava que ele e o Erick Tolentino tinham timbres mais teen, o Zuquini realmente deu um show naquele dia.
O chato da história foi o fato de que uma integrante do coral, Isabela Barbosa, que é do Rio de janeiro e que ganhou um concurso que eles mesmos fizeram, não solou a música que ela canta. Mesmo com o povo todo gritando "Belinha! Belinha! Belinha" O líder do coral pediu que outra menina cantasse.
O coral resgate subiu no palco quase na hora de irmos embora. Eu mesmo assisti algumas músicas do lado de fora da casa. Foi realmente uma experiência espiritual poder compartilhar aqueles momentos com eles!
sábado, 26 de dezembro de 2015
O grupo de estudo de canto acabou
É... não deu nem pra tirar uma boa casquinha. O grupo mal começou e... acabou.
Depois daquele primeiro sábado eu me interessei bastante e esperei pelo próximo, mas eu não sei por quê razão as pessoas se tornaram completamente alheias.
Quando eu perguntava sobre o próximo sábado, todo mundo lia, mas poucas pessoas respondiam. O próprio idealizador do grupo fazia isto e isso me deixava maluco, porque ele me pedira pra organizar os encontros. Nas outras semanas que seguiram tentei marcar o encontro na minha casa, e em outros lugares, mas ele sempre dava uma desculpa, colocava algum tipo de barreira ou impedimento. Então eu simplesmente desisti.
Entrei no grupo, falei umas verdades e ainda depois me chamaram no privado dizendo que conseguiam ver claramente a "ação do inimigo sobre a minha vida".
As pessoas tem estado estranhas ultimamente.
Alheias a quase tudo, não se comprometendo emocionalmente e fisicamente com nada. Não querendo doar tempo e empregar esforço e ainda criar laços virtuais rasos e superficiais.
Vou continuar estudando por minha conta própria. Sozinho. Deus e eu. Como sempre foi.
Depois daquele primeiro sábado eu me interessei bastante e esperei pelo próximo, mas eu não sei por quê razão as pessoas se tornaram completamente alheias.
Quando eu perguntava sobre o próximo sábado, todo mundo lia, mas poucas pessoas respondiam. O próprio idealizador do grupo fazia isto e isso me deixava maluco, porque ele me pedira pra organizar os encontros. Nas outras semanas que seguiram tentei marcar o encontro na minha casa, e em outros lugares, mas ele sempre dava uma desculpa, colocava algum tipo de barreira ou impedimento. Então eu simplesmente desisti.
Entrei no grupo, falei umas verdades e ainda depois me chamaram no privado dizendo que conseguiam ver claramente a "ação do inimigo sobre a minha vida".
As pessoas tem estado estranhas ultimamente.
Alheias a quase tudo, não se comprometendo emocionalmente e fisicamente com nada. Não querendo doar tempo e empregar esforço e ainda criar laços virtuais rasos e superficiais.
Vou continuar estudando por minha conta própria. Sozinho. Deus e eu. Como sempre foi.
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Grupo de estudo de canto
Eu tenho um amigo, fazem anos, que é músico. Ele é excelente no que faz, é pesquisador e extremamente crítico. Eu sempre quis saber o que eu tenho para poder usar isso bem. Esse meu amigo abriu a oportunidade para podermos estudar com ele, meio que um grupo de estudos vocais.
Todo mundo sempre fala da minha voz aguda. Falam bem, falam mal eu já ouvi de um amigo certa vez em um curso.
"Eu: Pow você conhece a fulana? Mateus: Conheço sim. Então ela te conhece? Eu: Sério ela falou de mim pra você? Mateus: É falou sim, eu perguntei a ela se ela conhecia algum William Soares da metodista e ela disse: Ah sei qual é, aquele que canta com voz de mulherzinha!".
Isso foi especialmente irritante. Quase te matei Mateus (o meu amigo que me disse isso). Também é irritante quando alguém que eu não conheço me liga e ao final da ligação me lançam um "Obrigado senhora". Dá vontade de quebrar o telefone ou estourar os tímpanos da outra pessoa!
No coral que eu faço parte também, eu tento sempre alcançar as notas, meu Deus as notas são muito altas, é evidente que às vezes eu dublo, quem nunca fez isso na vida né? Até porque, oito tenores em um microfone? Sério? Eu dublo mesmo, aí quando eu vejo que o regente tá pedindo pressão e quem geralmente "dá a pressão" já tá cansando aí eu começo a gritar! Como a maioria das igrejas não tem retorno e não dá pra se ouvir, às vezes eu grito fora do tom rs.
Mas o que me fez procurar "melhorar" foi por iniciativa pessoal mesmo. Minha voz é aguda? Ok vou ter que conviver com isso. Mas se ela é tão aguda assim porque eu não consigo cumprir o que eu me proponho?
Eu não consigo cantar "Getsemani" do Leonardo Gonçalves. Tem noção?
Tudo bem que essa música não é fácil, mas todo mundo, se esforçando consegue atingir aquela nota. Eu não. Por que Deus? :'(
Um cantor popular amigo meu diz que o problema é que eu não acredito que eu vou chegar na nota. Então eu quero acreditar!
O grupo de estudos
O grupo se reúne todo sábado o horário a gente ainda tá definindo. O bom é que não é uma aula de canto. É meio que um grupo de discussão. Onde a gente é tão ativo quanto o "mestre".
Uma das coisas que eu quero trabalhar além da minha extensão são coisas que me permitam poder transitar no "circuito". Eu já cancelei mini agendas minhas mesmo porque não tinha segurança de "ministrar" em algum lugar porque eu sabia que esse lugar fazia parte do circuito.
Eu me dou muito bem em apresentações em igrejas tradicionais, com musicalidade temperada, ampla cama harmônica. Mas no circuito a maioria das igrejas tem musicalidade caótica, estridente. Onde se você não grita, primeiramente você não se ouve e em segundo lugar você não "se entrega" e consequentemente não tem unção também.
Eu já resolvi essas questões na minha cabeça e no meu coração. A minha questão é como eu posso apresentar alguma coisa que toque as pessoas que estão acostumadas com um formato estridente, beltônico, agressivo se a mensagem que eu carrego, eu a levo em uma cesta de presentes e não em uma espada.
Eu quero trabalhar isso, eu sei que Deus quer me usar. Eu sei que ele vai me usar, na hora que ele achar que deve. Ele é Deus ele faz tudo o que quer na hora que quer. Mas nesse caso sou eu querendo me preparar para quando ele quiser me usar, minhas limitações não sejam um empecilho.
Nós começamos o estudo, só eu estava lá, então comecei a arrancar informações do Everton. Depois o pessoal foi chegando e as coisas foram andando.
O cronograma da conversa foi:
01 - Saúde vocal
02 - Respiração
03 - Ressonância
04 - Registro misto
05 - Speech level sing
06 - Solfejos
07 - Coloratura
Em primeiro lugar ele me mediu, pra saber até onde eu alcançava do agudo ao grave. ( A2 - A4 ) no violão. Ele disse que eu seria usado para cantar peças de barítono com essa região, mas disse que provavelmente eu sou um "tenor destreinado". Eu realmente senti que conseguia ir além, mas como, para mim, mais agudo = mais grito, eu resolvi parar ante que fosse expulso do quarto. Mas dependendo do mindset eu conseguiria mais algumas notas.
Como a minha voz "brilha" no meio de todas essas notas eu seira considerado um "tenor modal". Além do modal, também existem os registros basal e elevado. É teoricamente onde você consegue cantar com a melhor qualidade sem fazer esforço.
Ele mediu os outros dois integrantes e comentou os tipos de vozes deles. A hora chegou ao fim e tivemos que acabar o encontro.
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Por que tão agudo?
Uma das coisas que eu tenho notado ultimamente é que na maioria das músicas que tem aparecido no cenário gospel do Brasil ultimamente é que os cantores masculinos, tirando os que a Mk lança no mercado, tem cantado em regiões bem agudas.
Eli Soares, Ronaldo Santos, Os Arrais e eu não posso esquecer do Leonardo Gonçalves.
A minha voz tem um timbre bem agudo e um amigo me disse uma vez que eu tinha voz de cabeça naturalmente, mas eu sinceramente não tenho conseguido atingir essas notas e o pior é que parece que altura é qualidade. Se você não alcança você não tem "unção".
Uma das coisas que eu vejo também é que todo mundo ultimamente quer ser rápido nos melismas. Tal como a Mariah em Lead The Way ou Tory Kelly em Nobody Love.
Na música pop isso passa despercebido porque as pessoas absorvem isso como sentimento mas na música evangélica fica muita informação.
Voltando ao assunto do "Por que tão agudo"? Eu sinceramente não sei por que ? No coral que eu faço parte os tenores cantam em região de contralto, o formato de lá já é esse, Deus eu nem sei como eu vou conseguir "comparecer" nas agendas. É realmente muito alto.
E o pior que a minha voz falada é aguda e todo mundo acha que eu vou alcançar um E5 rindo e com um pé nas costas. "Olha só pra sua voz, quase um travesti", "O seu problema de não alcançar é que você não acredita". Isso às vezes é bastante chato. Imagina, você chega pra ensaiar, tomou vento na cara quando vinha pro ensaio, a poeira que é especialmente presente, e o povo quer que você já chegue jogando notas altas iguais a de "Getsemani" do Leo. ¬¬.
Hoje eu fui ao casamento do meu primo e no final do casamento haviam alguns músicos ali e começaram a cantar e tocar violão, um dos que estavam cantando era o meu amigo Diego.
Ele me chamou e eu fui lá ver qual era, começaram a cantar eu só fico ouvindo. Ele cantou várias músicas e uma delas era "Ressuscita-me" da Aline Barros. Tinha um outro rapaz com ele que enquanto ele fazia o solo o rapaz tentava encaixas alguns melismas para "comparecer" e eu ali perdido e até com medo de cantar porque, Deus, aquilo era realmente muito alto.
Ele foi cantando e usando as técnicas dele e tal até que no ponto da música ele... parou de cantar e começou a falar a música.
Ele não ia conseguir, naquele momento cantar tão alto, todos nós tinhamos acabado de comer, tomado refrigerante e a noite estava bastante fria.
...
Uma confusão...
O verbo cantar vem de encantar. A mensagem que ele tinha já era boa o suficiente, as pessoas estavam olhando, chamou atenção delas já. Podia ter mudado de tom na cara de pal, mas lançar a nota alta já se tornou prova de virilidade.
Todas essas notas altas, acho que estão prejudicando a minha voz já.
Eu antes conseguia cantar as músicas do Tonéx tranquilamente hoje em dia eu não consigo nem cantar as músicas do William Nascimento, ou do Leonardo Gonçalves.
Se você olha pra música gopel Norte Americana, os cantores usam bem o que tem, nem sempre é tão alto assim, mas eles sabem passar as mensagens.
Quanto mais "Gospel", tradicional e "antiga" é a igreja, as regiões são bem mais graves, cheias de pluralidade e os melismas são muito mais lentos.
Eu não sei aonde eu me encaixo nisso. Tenho recusado convites porque eu realmente não me acho nessa confusão toda e não consigo cantar com tanta "unção" assim.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Cantorias de férias
A semana que se passou foi bem legal. Na segunda fui com uma amiga minha a uma igreja, bem pequenininha aqui do meu bairro, mas fiquei surpreso com a qualidade do pessoal no instrumental lá.
Um baixista, batera e um tecladista mas os caras mandam ver. Lá também cantam algumas cantoras que tem timbres bem interessantes e graves, muito graves rs.
Chegamos na igreja e convidaram minha amiga pra cantar e ela me levou pra cantar com ela.
Minha voz é aguda, mas por não conhecer nem dominar registros agudos começo a maioria das músicas no grave é onde eu tenho mais controle.
Todo mundo fica olhando quando eu canto muito grave, talvez por susto ou deboche, não sei, mas na maioria das vezes é engraçado.
Cantamos " Deus do impossível - Ministério apascentar de Nova Iguaçu". Quando chegou a parte da minha amiga ela, como diriam os meus amigos aqui, ela quebrou tudo!
Ela tem uma extensão vocal privilegiada e a impostação dela é bem marcada no grave e quando chega nos agudos ela simplesmente vai e vai. Lembra-me as vezes Mariah e Withney cantando. Ela "belta" muito. Dá notas muito altas e e segura elas por um período de tempo.
Certa vez ela me disse que nem ela acredita que é ela quem canta. Disse que, quando começa a cantar é como se um anjo viesse e cantasse no lugar dela ou usasse a boca dela.
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